Durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado estadual Rodrigo Lago (PSB) fez duras críticas ao governador Carlos Brandão (PSB), acusando-o de omissão diante da recente crise na segurança pública do estado. Segundo o parlamentar, enquanto a população maranhense enfrentava dias de medo, com relatos de tiroteios, mortes e toque de recolher em bairros da capital, o governador estaria ausente e sem prestar qualquer esclarecimento público.
Rodrigo Lago destacou que, durante o período de maior tensão, Brandão teria deixado o Maranhão sem aviso oficial, reaparecendo apenas no final de semana. “O governador simplesmente sumiu do Estado. Foram dias de insegurança e o líder máximo do sistema de segurança desapareceu, sem dar satisfação à população”, afirmou.
O deputado também criticou o fato de, nesse mesmo período, o governador ter assinado uma medida provisória criando cinco novos cargos de assessor especial, com salários estimados em até R$ 13 mil, além de ter autorizado férias retroativas ao sobrinho e secretário de Estado, Leões Brandão, o que, segundo ele, “gera suspeita de irregularidades administrativas”.
Lago ironizou a prioridade do governo. “Enquanto o povo estava em casa, assustado, e crianças fora das escolas, o governador interrompeu suas férias para criar cargos e conceder férias ao sobrinho. Resolver a segurança pública não era prioridade naquele momento”, criticou.
O parlamentar ainda afirmou que Brandão não reside no Maranhão, o que, segundo ele, “afasta o governador da realidade do povo maranhense e gera desperdício de recursos públicos com o uso de aeronaves oficiais para deslocamentos entre Brasília e São Luís”.
Rodrigo Lago encerrou o discurso pedindo que o governador “retorne a morar no Maranhão e passe a dialogar com o povo que o elegeu”, reforçando que o governo estaria mais preocupado com “interesses familiares e projetos eleitorais do sobrinho” do que com as demandas da população.
O pronunciamento contou com o apoio dos deputados Othelino Neto (PCdoB) e Carlos Lula (PSB), que também criticaram a ausência do governador durante o agravamento da violência no estado.
“Estamos vivendo um momento triste na história do Maranhão. Um governo desconectado, sem liderança e sem compromisso com o povo”, concluiu Rodrigo Lago.
