Deputado Yglésio Moysés volta a falar sobre caso de estupro denunciado por jovem e rebate críticas após repercussão nas redes sociais
Nesta quinta-feira (13), o deputado estadual Dr. Yglésio Moysés voltou à tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) para comentar a forte repercussão do caso de estupro de vulnerável denunciado por uma jovem contra o próprio pai.
A denúncia foi trazida a público pelo parlamentar na quarta-feira (12), após receber o relato da vítima, Rochel Reis, que publicou nas redes sociais provas que, segundo ela, já foram analisadas pelas autoridades competentes. A delegada responsável teria classificado o crime como estupro de vulnerável e o processo segue em andamento, com base em uma suposta confissão do acusado.
“Este vídeo não é entretenimento, é denúncia. Se essa jovem não tivesse tido a coragem de gravar e expor, talvez ninguém acreditasse. O silêncio protege o abusador, nunca a vítima”, afirmou Yglésio em plenário, pedindo respeito e empatia pelo sofrimento da jovem.
Repercussão e críticas nas redes sociais
Desde a divulgação do caso, o deputado passou a receber críticas e ataques no X (antigo Twitter), principalmente entre a noite de quarta (12) e a manhã desta quinta (13). Internautas questionaram a forma como o parlamentar tornou a denúncia pública e o acusaram de “politizar” o episódio.
Yglésio reagiu às críticas, afirmando que não permitirá que a gravidade do caso seja distorcida por disputas políticas ou por desinformação.
“Algumas pessoas parecem mais preocupadas em me atacar do que em discutir o que realmente importa: uma jovem que teve a coragem de denunciar o próprio pai por abuso. Esse é o foco. O resto é tentativa de silenciar quem fala a verdade”, declarou o deputado.
O caso Rochel Reis
A jovem Rochel Reis usou as redes sociais para apresentar o que seriam provas do abuso sexual, afirmando que o material foi entregue às autoridades e que o rito processual segue. Em um dos desabafos, ela escreveu:
“Era isso que faltava. Só não trago o vídeo porque é muito pesado. Mas se era prova que faltava, tá aí. Quem analisou e tipificou como estupro de vulnerável foi a delegada. Eu sei da minha verdade.”
As publicações geraram ampla comoção e reacenderam o debate sobre a credibilidade das vítimas e o papel das redes sociais na exposição de casos de violência sexual. Diversos perfis se solidarizaram com Rochel, enquanto outros pediram cautela diante da gravidade da denúncia.
Yglésio cobra responsabilidade e ação coletiva
Durante o novo pronunciamento, o deputado Yglésio Moysés criticou a falta de engajamento coletivo em temas sensíveis e cobrou atuação conjunta da bancada feminina da Alema e das instituições de proteção à mulher.
“Não é um tema que deve ficar nas minhas mãos apenas. É uma pauta que exige empatia e ação. O que essa jovem viveu é o retrato de muitas outras histórias que não ganham voz”, disse.
O parlamentar reforçou que seguirá acompanhando o caso e que a intenção ao divulgá-lo foi garantir que a vítima fosse ouvida e protegida, e não exposta ou desacreditada.
O caso evidencia a necessidade de fortalecer a rede de proteção às mulheres e crianças vítimas de violência, além de discutir como lidar com denúncias em ambientes digitais, onde a exposição pode tanto mobilizar apoio quanto gerar ataques.
“Não é fácil tocar nesse tipo de assunto, mas alguém precisa fazer isso. Porque quando o poder público se cala, o silêncio vence — e o silêncio protege o abusador”, concluiu o deputado.
Importante:
Este conteúdo aborda um caso real de abuso sexual. Se você é ou conhece alguém que sofre violência, procure ajuda.
Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher.
Ou denuncie de forma anônima pelo Disque 100.
