A paralisação dos motoristas da empresa 1001 chegou ao 11º dia nesta segunda-feira (24) e segue afetando cerca de 15 bairros de São Luís. O impasse entre a empresa e a Prefeitura continua, enquanto a população enfrenta dificuldades no deslocamento.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, caso as pendências salariais não sejam resolvidas até esta quarta-feira (26), a categoria poderá realizar uma paralisação geral, ampliando ainda mais o prejuízo ao transporte público na capital.
Os rodoviários denunciam atrasos frequentes nos salários. Já a empresa reafirma que enfrenta dificuldades financeiras por conta do repasse parcial do subsídio. A Prefeitura de São Luís, por sua vez, diz que realiza o pagamento, mas que o valor não é integral porque a empresa estaria operando com apenas 80% da frota.
Bairros afetados pela paralisação:
Atualmente, a greve atinge diretamente as linhas que atendem os seguintes bairros:
Ribeira, Vila Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu.
Impasse na Justiça:
A Prefeitura informou que voltou a pedir autorização judicial para depositar em juízo os valores do subsídio destinados ao pagamento dos salários atrasados. O prefeito Eduardo Braide (PSD) declarou que tentará repassar 100% do benefício em conta judicial, conforme acordo firmado no início do ano.
O primeiro pedido foi negado em 1ª instância, porque apenas o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) pode analisar questões ligadas à greve e ao dissídio coletivo. Por isso, o município protocolou novo pedido diretamente no TRT.
Enquanto isso, a SMTT informou que segue acompanhando as negociações e mantém a oferta de vouchers de corridas por aplicativo como alternativa emergencial à população afetada.
