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Oposição diz que PF vai investigar origem e uso de gravações no MA

(Foto: Divulgação)

A crise política no Maranhão ganhou novos desdobramentos após parlamentares denunciarem a existência de escutas clandestinas e gravações ilegais que, segundo eles, foram manipuladas com fins políticos. O tema foi o principal foco da coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (23), na Assembleia Legislativa, reunindo os deputados Márcio Jerry, Othelino Neto, Carlos Lula, Rodrigo Lago, Júlio Mendonça e Leandro Bello.

Os deputados afirmam que os supostos áudios foram editados, descontextualizados e distorcidos para criar uma narrativa de ataque contra lideranças políticas, incluindo o deputado Rubens Pereira Júnior, o secretário Diego Galdino e até personalidades fora da política, como o ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-governador Flávio Dino, e o desembargador federal Ney Bello.

Para os parlamentares, o episódio revela um ambiente de espionagem política e um processo de degradação institucional no Estado. Eles classificaram as gravações como “ilegais e imorais” e afirmaram que ainda não tiveram acesso ao conteúdo integral das escutas, o que impede a verificação da veracidade do material divulgado.

Durante as falas, o grupo acusou o governador Carlos Brandão e seu irmão, Marcus Brandão, de conduzirem um projeto de poder familiar e patrimonialista, rompendo com o modelo republicano e coletivo que teria caracterizado gestões anteriores. Segundo os deputados, o governo atual substituiu o diálogo político pela prática de vigilância, chantagem e controle sobre aliados.

Os parlamentares também compararam a atual conjuntura com gestões passadas, destacando que mesmo em períodos de oposição intensa, nunca houve registro de grampos ou perseguições dessa natureza. Eles afirmaram que o episódio representa um grave retrocesso democrático e prometeram reagir institucionalmente a qualquer tentativa de intimidação.

Ao final, os deputados defenderam a necessidade de uma investigação transparente sobre a origem e o uso das gravações, reforçando o compromisso com a defesa da democracia, da ética e do direito à livre atuação política no Maranhão.

Veja como foi a coletiva:

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